Vender pelo WhatsApp com catálogo parece simples até o primeiro pedido chegar errado. Aí aparece a regra que a documentação enuncia em uma linha e que muda o desenho da operação inteira:
“Once a cart has been sent, no edits can be made.”
Enviado o carrinho, nenhuma edição pode ser feita. Nem pelo cliente, nem por você.
Isso não é um defeito — é a natureza do formato. Mas significa que “o cliente monta o carrinho e a gente cobra” não é um fluxo completo. Falta a parte em que alguém conserta o pedido, e ela acontece na conversa.
Vamos pelos números primeiro.
Os quatro formatos
Mensagem de catálogo. Mostra a miniatura do catálogo inteiro e convida o cliente a navegar. É a vitrine — boa para quem ainda não sabe o que quer.
Mensagem de produto único. Um item, com imagem, preço e descrição. É a resposta certa para “quanto custa aquele modelo?”.
Mensagem multiproduto. Uma seleção curada de até 30 produtos, organizados em seções. É o formato mais subaproveitado, e o mais parecido com o trabalho de um bom vendedor: em vez de mandar o catálogo inteiro, você manda os seis que fazem sentido para aquela pessoa.
Carrossel de produtos. Cartões roláveis na horizontal. Funciona bem para variações — cores, tamanhos, modelos da mesma linha.
Repare que os formatos correspondem a momentos diferentes da conversa. Mandar o catálogo inteiro para quem já disse o que quer é o equivalente digital de entregar um encarte para o cliente que perguntou o preço de um produto.
Como o carrinho funciona de verdade
- Até 99 unidades de cada item.
- Sem limite de itens distintos.
- Um carrinho por conversa entre aquele cliente e a sua empresa, naquele aparelho.
- Não expira: “the cart persists in the chat thread until it is sent to you”. Ele fica lá, na conversa, até o cliente enviar.
- Depois de enviado, não se edita.
Duas dessas linhas merecem atenção porque contrariam o que a maioria assume.
O carrinho vive na conversa, não no seu sistema. Ele é um rascunho do lado do cliente. Você só toma conhecimento dele quando ele é enviado. Não dá para “ver o carrinho abandonado” como se faz em loja virtual — do seu lado, ele simplesmente não existe ainda.
Ele não expira. Alguém pode montar um carrinho hoje e enviar daqui a três semanas, com preços que mudaram. Isso não é hipótese: é o comportamento documentado. Preço no catálogo precisa estar atualizado, e a confirmação do valor precisa acontecer na conversa antes da cobrança.
O fluxo que funciona, considerando a regra
Como o carrinho não se edita, a operação precisa de uma etapa de conferência entre o pedido e a cobrança. Na prática:
- O cliente envia o carrinho. Chega para você como um pedido.
- Alguém confere — pessoa ou IA: itens, quantidades, disponibilidade, frete, prazo.
- Você responde com o pedido final, já ajustado, usando a mensagem de detalhes do pedido da Payments API do Brasil — que aceita Pix, boleto, link e cartão, e leva um identificador único e prazo de expiração.
- O cliente paga a partir desse pedido, e não a partir do carrinho.
- Você atualiza o status conforme separa e envia.
Repare que o carrinho é a intenção do cliente e o pedido é o acordo. Tratar os dois como a mesma coisa é o que gera cobrança errada, e a documentação praticamente desenha essa separação ao proibir a edição.
Isso também resolve elegantemente o caso mais comum do varejo: o cliente esqueceu um item, ou pediu três quando queria dois. Não se corrige o carrinho — se conversa, e se emite o pedido certo.
O que precisa estar pronto antes
A documentação lista os requisitos:
- Produtos carregados na Meta, pelo Commerce Manager ou pela Commerce API.
- Conta WhatsApp Business (WABA) conectada ao catálogo.
- Configurações de comércio ativas no número comercial.
- Conformidade com as políticas de comércio e de negócios.
E existe uma fiscalização que pega muita gente de surpresa: a Meta revisa automaticamente os itens adicionados ao catálogo conectado à WABA, e o produto que viola a política é sinalizado. Ou seja, não é só a mensagem que passa por regra — é o item cadastrado.
Antes de subir catálogo, vale conferir se o que você vende está dentro da política de comércio. Categorias sensíveis costumam aparecer aí, e descobrir por sinalização é o caminho mais lento.
Onde catálogo não funciona
Dois limites que evitam retrabalho:
Em grupo, não. A documentação da Groups API lista mensagens de comércio entre os tipos não suportados. Venda com catálogo é conversa individual — detalhes em grupos na API Oficial.
Fora da janela, não. Mensagens de catálogo são de formato livre, então valem dentro da janela de atendimento. Para iniciar conversa, o caminho é template — inclusive existem templates específicos de catálogo, mas eles passam por aprovação como qualquer outro. O mecanismo da janela está em a janela de 24 horas.
Catálogo não substitui vendedor — ele economiza o tempo dele
Vale dizer o que a experiência mostra em operações de verdade.
Catálogo grande e sem curadoria costuma converter pior do que uma seleção de seis itens enviada por quem entendeu o que a pessoa quer. O formato multiproduto existe justamente para isso, e é o mais ignorado.
O ganho real de ter catálogo estruturado é outro, e é grande: preço, foto e descrição param de ser digitados à mão. Some-se a isso a IA lendo o que o cliente pediu e montando a seleção — e a conversa deixa de depender de o vendedor ter as fotos certas no celular.
O que continua humano é a parte que decide a venda: entender a necessidade, ajustar o pedido, negociar prazo. O catálogo tira do vendedor o trabalho de digitar, não o de vender.
Onde a gente entra
O AtendeChat é parceiro oficial da Meta e opera na API Oficial, que é onde catálogo, carrinho e pedido existem — no aplicativo comum, o catálogo é apenas uma vitrine, sem esse fluxo.
O que entregamos em volta é o que transforma pedido em operação: vários atendentes no mesmo número, fila de distribuição para o carrinho enviado não ficar parado, histórico centralizado, funil em kanban acompanhando do carrinho ao pago, relatórios e integração com os seus sistemas, para o pedido nascer com o preço e o estoque de verdade em vez de um catálogo desatualizado.
Conduzimos com você a verificação de negócio, o registro do número e a aprovação dos templates.
Se hoje a sua venda pelo WhatsApp depende de mandar foto de produto do rolo da câmera, fale com a gente: dá para trocar isso por catálogo conectado ao seu estoque, com pedido e pagamento na mesma conversa.