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Catálogo e carrinho no WhatsApp: a regra que pega todo mundo é que carrinho enviado não se edita

Quatro formatos para mostrar produto, até 30 itens numa mensagem, 99 unidades por item no carrinho — e uma linha da documentação que decide como a sua operação precisa tratar o pedido errado.

Vender pelo WhatsApp com catálogo parece simples até o primeiro pedido chegar errado. Aí aparece a regra que a documentação enuncia em uma linha e que muda o desenho da operação inteira:

“Once a cart has been sent, no edits can be made.”

Enviado o carrinho, nenhuma edição pode ser feita. Nem pelo cliente, nem por você.

Isso não é um defeito — é a natureza do formato. Mas significa que “o cliente monta o carrinho e a gente cobra” não é um fluxo completo. Falta a parte em que alguém conserta o pedido, e ela acontece na conversa.

Vamos pelos números primeiro.

Os quatro formatos de catálogo do WhatsApp — catálogo, produto único, multiproduto com até 30 itens e carrossel — e as regras do carrinho: 99 unidades por item, itens distintos ilimitados, um carrinho por conversa, sem expiração, e sem edição depois de enviado
Carrinho enviado não se edita: a correção acontece na conversa, antes do pagamento

Os quatro formatos

Mensagem de catálogo. Mostra a miniatura do catálogo inteiro e convida o cliente a navegar. É a vitrine — boa para quem ainda não sabe o que quer.

Mensagem de produto único. Um item, com imagem, preço e descrição. É a resposta certa para “quanto custa aquele modelo?”.

Mensagem multiproduto. Uma seleção curada de até 30 produtos, organizados em seções. É o formato mais subaproveitado, e o mais parecido com o trabalho de um bom vendedor: em vez de mandar o catálogo inteiro, você manda os seis que fazem sentido para aquela pessoa.

Carrossel de produtos. Cartões roláveis na horizontal. Funciona bem para variações — cores, tamanhos, modelos da mesma linha.

Repare que os formatos correspondem a momentos diferentes da conversa. Mandar o catálogo inteiro para quem já disse o que quer é o equivalente digital de entregar um encarte para o cliente que perguntou o preço de um produto.

Como o carrinho funciona de verdade

  • Até 99 unidades de cada item.
  • Sem limite de itens distintos.
  • Um carrinho por conversa entre aquele cliente e a sua empresa, naquele aparelho.
  • Não expira: “the cart persists in the chat thread until it is sent to you”. Ele fica lá, na conversa, até o cliente enviar.
  • Depois de enviado, não se edita.

Duas dessas linhas merecem atenção porque contrariam o que a maioria assume.

O carrinho vive na conversa, não no seu sistema. Ele é um rascunho do lado do cliente. Você só toma conhecimento dele quando ele é enviado. Não dá para “ver o carrinho abandonado” como se faz em loja virtual — do seu lado, ele simplesmente não existe ainda.

Ele não expira. Alguém pode montar um carrinho hoje e enviar daqui a três semanas, com preços que mudaram. Isso não é hipótese: é o comportamento documentado. Preço no catálogo precisa estar atualizado, e a confirmação do valor precisa acontecer na conversa antes da cobrança.

O fluxo que funciona, considerando a regra

Como o carrinho não se edita, a operação precisa de uma etapa de conferência entre o pedido e a cobrança. Na prática:

  1. O cliente envia o carrinho. Chega para você como um pedido.
  2. Alguém confere — pessoa ou IA: itens, quantidades, disponibilidade, frete, prazo.
  3. Você responde com o pedido final, já ajustado, usando a mensagem de detalhes do pedido da Payments API do Brasil — que aceita Pix, boleto, link e cartão, e leva um identificador único e prazo de expiração.
  4. O cliente paga a partir desse pedido, e não a partir do carrinho.
  5. Você atualiza o status conforme separa e envia.

Repare que o carrinho é a intenção do cliente e o pedido é o acordo. Tratar os dois como a mesma coisa é o que gera cobrança errada, e a documentação praticamente desenha essa separação ao proibir a edição.

Isso também resolve elegantemente o caso mais comum do varejo: o cliente esqueceu um item, ou pediu três quando queria dois. Não se corrige o carrinho — se conversa, e se emite o pedido certo.

O que precisa estar pronto antes

A documentação lista os requisitos:

  1. Produtos carregados na Meta, pelo Commerce Manager ou pela Commerce API.
  2. Conta WhatsApp Business (WABA) conectada ao catálogo.
  3. Configurações de comércio ativas no número comercial.
  4. Conformidade com as políticas de comércio e de negócios.

E existe uma fiscalização que pega muita gente de surpresa: a Meta revisa automaticamente os itens adicionados ao catálogo conectado à WABA, e o produto que viola a política é sinalizado. Ou seja, não é só a mensagem que passa por regra — é o item cadastrado.

Antes de subir catálogo, vale conferir se o que você vende está dentro da política de comércio. Categorias sensíveis costumam aparecer aí, e descobrir por sinalização é o caminho mais lento.

Onde catálogo não funciona

Dois limites que evitam retrabalho:

Em grupo, não. A documentação da Groups API lista mensagens de comércio entre os tipos não suportados. Venda com catálogo é conversa individual — detalhes em grupos na API Oficial.

Fora da janela, não. Mensagens de catálogo são de formato livre, então valem dentro da janela de atendimento. Para iniciar conversa, o caminho é template — inclusive existem templates específicos de catálogo, mas eles passam por aprovação como qualquer outro. O mecanismo da janela está em a janela de 24 horas.

Catálogo não substitui vendedor — ele economiza o tempo dele

Vale dizer o que a experiência mostra em operações de verdade.

Catálogo grande e sem curadoria costuma converter pior do que uma seleção de seis itens enviada por quem entendeu o que a pessoa quer. O formato multiproduto existe justamente para isso, e é o mais ignorado.

O ganho real de ter catálogo estruturado é outro, e é grande: preço, foto e descrição param de ser digitados à mão. Some-se a isso a IA lendo o que o cliente pediu e montando a seleção — e a conversa deixa de depender de o vendedor ter as fotos certas no celular.

O que continua humano é a parte que decide a venda: entender a necessidade, ajustar o pedido, negociar prazo. O catálogo tira do vendedor o trabalho de digitar, não o de vender.

Onde a gente entra

O AtendeChat é parceiro oficial da Meta e opera na API Oficial, que é onde catálogo, carrinho e pedido existem — no aplicativo comum, o catálogo é apenas uma vitrine, sem esse fluxo.

O que entregamos em volta é o que transforma pedido em operação: vários atendentes no mesmo número, fila de distribuição para o carrinho enviado não ficar parado, histórico centralizado, funil em kanban acompanhando do carrinho ao pago, relatórios e integração com os seus sistemas, para o pedido nascer com o preço e o estoque de verdade em vez de um catálogo desatualizado.

Conduzimos com você a verificação de negócio, o registro do número e a aprovação dos templates.

Se hoje a sua venda pelo WhatsApp depende de mandar foto de produto do rolo da câmera, fale com a gente: dá para trocar isso por catálogo conectado ao seu estoque, com pedido e pagamento na mesma conversa.

Fontes

  1. Meta — Catalogs overview: formatos de mensagem, limite de 30 produtos na mensagem multiproduto, regras do carrinho e requisitos de catálogo
  2. Meta — Payments API Brazil, Overview: envio do pedido, meios de pagamento e conciliação pelo provedor
  3. Meta — Groups API: mensagens de comércio não são suportadas em grupos

Rode seu WhatsApp na API Oficial da Meta

O AtendeChat é parceiro oficial da Meta: multiatendimento, Kanban, campanhas e IA — dentro das regras.

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